Sunday, March 02, 2008

"A-cor-de vida" ou "TINTURARIA"

A parede era de barro,
o teto de palha,
e a casa era um cômodo
Os filho era muito,
o dinheiro é que era pouco.
e a comida era uma
O trabalho era duro
não tanto quanto a vida,
e o pensamento era um
Um dia poder ter
uma casa com janela,
só pra abrir de manhã
e ver o céu quadrado,
e o sol no meio,
brilhando radiante,
e lembrar ali que a vida era uma

Wednesday, April 25, 2007

Meus blogs

Não sei como consegui postar aqui, mas como acho que não vou conseguir de novo, fica aqui o endereço dos meus novos blogs:

www.consequenciasdemim.blogspot.com

www.eujornalismoeciencia.blogspot.com

Friday, March 09, 2007

'Carpintaria' ou 'Vistoria da vista visitada por visitantes vistoriadores'

Parte. Do todo.
É só um pedaço de qualquer coisa.
E as letras?
São coisas inexplicáveis que desenhamos para dizer alguma outra coisa.
Às vezes funciona. Elas falam por si.
Nem sempre.
As letras-mudas.
As que não dizem.
Omitem. Mentem.
Dizem o que deveriam esconder.
Falam sobre o contrário e o inverso.
O reverso do confuso.
Oposição do diferente.
Transposição do de-fora.

Reganha novo sentido.
Vou chamar os pássaros de elefantes.
Sempre quis ter elefantes voadores.
Elefantes de penas coloridas.
Leves como a pluma, cortando finamente o céu.
Riscado de elefantes!

O beija-flor?
Elefantinho incansável, de asas invisíveis.
Então vou criar elefantes em casa,
Fazer omelete de ovo de elefante.
Prender um elefante na gaiola!
Para depois liberta-lo,
Livre! Elefante-voa!
Cruzam o oceano, os elefantes em grandes bandos.

E no verão, milhares de elefantes chegam na cidade,
Que pára para (para) vê-los pousados formando galhos de elefantes
Nas árvores, elefantíforas!
Elefantes da neve! Sem bater asas, conquistam o mundo com carisma
De elefante do sul.

Ah, o elefante-falante, efalante!
Repete, pete, pete, tudo, udo...
Com astúcia que só os elefantes tropicais possuem.

E à noite, o elefante-agourento
Agoura a todos, anunciando morte.
Por nunca dormir, deseja o fim de quem vê
E vê pra todos os lados...
Mas é tudo tristeza guardada
de não conhecer a beleza do dia.
Agouro de tristeza vale tanto quanto
Ódio de fim de amor.
Dura tanto quanto acaba.
Se acaba logo, não durou nada
Se dura muito, logo acaba...

Thursday, February 01, 2007

O FIM DE UM MISTÉRIO

"Tarde de quinta-feira, 1º de fevereiro, estava eu a fuçar no site da Vunesp para verificar se uns amigos meus passaram em direito, vi que um tinha passado, então fui à lista de espera de Direito-Matutino-Franca e com que nome me deparo???? Qual? Qual? Qual?

Ele! Sim, ele que nos abandonou e deixou para sempre a tão estimada ECA!
Murilo Sakai, na 39ª posição da lista de espera!!!

Ele largou a ECA, os amigos, TUDO, para realizar o desejo de vir morar na terra do sapato, do basquete e do café!!!

Será que vale tudo para realizar um sonho tão grandioso, até mesmo deixar um lugar garantido na ECA, para arriscar um novo vestibular numa faculdade cujo prédio é do século XIX...e ainda ficar na lista de espera..???

Disso tudo, fica a dúvida: ECA ou Franca? Eu fico com as duas, adora ambas, jamais abandonarei nenhuma delas!!!! (final jormatiano como não podia deixar de ser...alguém chorou???)"

Friday, December 01, 2006

Entre Chavez e Chaves

Chaves é o menininho travesso do 8. Chavez é o meninão travesso de Caracas. Chaves sempre apanha do Seu Madruga. O Seu Madruga de Chavez parece ser o Bush, mas o ouro negro da Venezuela deixa ele quietinho e fica por "isso, isso, isso, isso" mesmo.

A vila do Chavez é bem maior que a do Chaves, mas também é cheia de confusões. Evo morales bem que podia ser a Chiquinha, esperta que só ela, vai levando o seu pelas beiradas.

No cortiço da Améria Latina, chegou mais um morador: o novo presidente do Equador, Rafael Correa, que pelo que parece vai tentar um espacinho no apertado barril de Chavez.

Na vila em que todos são pobres, Kirchner é o Kiko: é o que mais tem entre os que não tem quase nada. E não gosta de emprestar nada pra ninguém. Nem pro Chavez, de quem finge ser amigo. Aliás, o Kiko argentino, assim como o original mexicano, também não sabe brincar: no ano passado apelou e foi embora no meio da cúpula América do Sul - Países Árabes. Apelou, perdeu.

Para além das semelhanças físicas, Lula interpreta o Seu Barriga, cujo nome completo é Seu Barriga e Pesado. Nosso presidente, assim como o pai do Nhonho, posa de dono da vila, mora numa mansão, e de vez em quando vai até Washington cobrar o aluguel. Mas Seu Madruga sempre foge, e nunca que o Seu Barriga consegue receber a nunca-vista cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Aí, ele acaba desistindo e vai embora pensando que chegará a salvo em casa. Mas o Chaves está sempre à espreita para lhe dar mais uma pancada, além da tradicional da entrada. Coitado do Seu Barriga, é tão bonzinho que mesmo depois de tanto apanhar ainda leva o Chaves pra Acapulco. E faz questão de dizer que ele é seu convidado.

Friday, November 10, 2006

Ao vencedor, as batatas

Uma das coisas que mais me fazem parar e pensar em tudo isso que chamamos de vida, e, pensando bem, acho que também foi uma das razões de eu fazer jornalismo, é a GUERRA.
Fico pensando se há guerra justa, se há algum sentido em seres da mesma espécies ficarem se matando não pela sobrevivência (talvez aí fosse minimamente justificável), mas na maioria das vezes lutando apenas pelo poder. Nestas guerras, a vitória não tem um fim, uma conseqüencia; vence-se pelo gosto da vitória.
Tento encontrar um motivo que justifique tanto sangue por nada, tanta violência legitimada, tantas vidas que são apenas números no balanço final da guerra. Não consigo encontrar.
Às vezes tem-se a impressão que hoje o mundo está muito violento, mas quando se olha historicamente parece que há uma triste verdade: há guerras desde o começo da 'civilidade'. Acho que a guerra é inerente ao homem, e talvez dela é que tenha surgido a sociedade.
Mesmo assim, não me entra na cabeça que a guerra não passe hoje de notícia nos jornais, lidas levemente enquanto se toma café, e depois o dia continua...

Monday, November 06, 2006

Numerologia

777
O número da perfeição
Nem a mais, nem a menos
Esse é o número certo

666
O número da besta
Matemática do diabo
Senha do inferno

111
A diferença entre o perfeito
e o mal absoluto
é de apenas três vezes
quase nada

No fim das contas
são os menores sinais
que nos levam da santidade
ao pecado satânico
E somos condenados ao fogo eterno
por causa da tripla repetência
do quase-zero.